segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Não sou alegre nem triste, sou canhota (Adaptação da frase de Cecília Meirelles)

_08h00 da manhã. Sala para mais uma prova na vida de uma concurseira. Entro, olho em volta... Todas as carteiras são para destros. Penso em chamar o fiscal, solicitar uma carteira para canhotos... Melhor não. Não preciso de uma sala adaptada. Quero uma sociedade como o mundo é: multifacetado.

Chaplin, o Gênio do humor, era canhoto.
Mais famosos canhotos, clique aqui.

     Pesquisas apontam a imensa capacidade para canhotos, mas "fazer arte" diariamente para noa alocar no espaço... É demais.
Entre em um quarto de canhoto e entenderá o que é ser "um peixe fora d'água". Se o mundo tem o dia e a noite, sol e lua, vida e morte, fogo e água, não é mais fácil constituirmos uma sociedade ambidestra? Se, escrever com a mão direita é o "certo", por qual motivo iniciamos tal escrita da esquerda para a direita? Compreendo que algumas convenções visam facilitar a vida social (já imaginou se o modo de tráfego brasileiro fosse mão única nos dois sentidos?), contudo, associar o canhoto ao demôno já é demais!!!



_10h17. Ufa... Fim da prova.
Que bom que o fiscal compreendeu que eu sentei "toda torta" para me adaptar a cadeira. Será que o próximo concurso será assim?
PS: Meu nome é Jacqueline (com C, mesmo). Muito prazer, sou artesã e canhota.
E você?

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